“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas... Que já têm a forma do nosso corpo... E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... É o tempo da travessia... E se não ousarmos fazê-la... teremos ficado... para sempre... à margem de nós mesmos.” (Fernando Pessoa)
Introdução: No início do Outono, no começo da escola, compra-se roupa nova para quem está a crescer, e os adultos vão buscar ao baú as roupas já usadas. Algumas diferenças entre roupa velha e nova:
1. A roupa velha é para quem já não cresce. Crescimento implica roupa nova.
2. A roupa velha é para quem não vai a festas. Alegria implica roupa nova.
3. A roupa velha é para quem já não espera nada de si. Auto-estima implica roupa nova.
4. A roupa velha é para quem não vai à presença do rei. Adoração implica roupa nova.
5. A roupa velha é para quem não quer mudar de vida. Novos desafios implicam roupa nova. (Hipo/UAL sobre vestuário novos alunos.)
6. A roupa velha é para quem tem medo da mudança. Mudanças implicam roupa nova.
Conclusão: A roupa velha cria formas rígidas. Precisamos de roupa espiritual nova para desenvolver novas formas de pensar, de estar, de sentir e de viver. Como dizia o poeta, é um tempo da travessia, mas se não ousarmos fazê-la, “ficaremos à margem de nós mesmos.” Quem quer dizer a Deus, esta manhã, que deseja roupas novas?
Introdução: Os cristãos são chamados “filhos da luz”. Chamados para andarem na luz de Cristo e produzirem obras da luz. Há várias espécies de luzes no mundo:
1) A luz dos homens: é centrada no ser humano, e por isso artificial e efémera (estrelas do desporto, da música, do cinema e das artes).
2) A luz do universo: é centrada na Natureza, na Criação (estrelas, Sol, galáxias).
3) A luz das trevas: é centrada no Maligno e por isso enganadora (não ilumina, apenas disfarça e embeleza a escuridão). “Satanás transforma-se em anjo de luz” (2 Co 11:14).
4) A luz de Cristo: é centrada em Cristo, a luz verdadeira, afasta as trevas, transforma radicalmente, dá lugar ao fruto do Espírito, à comunhão (1 Jo1:7), à purificação (idem) e ao perdão (9). Ler 1 João 1:5-7.
Conclusão: Tudo começou com um “haja luz” do Criador (Gn 1:3), o Salmista cantava “o Senhor é a minha luz” (Sl 27:1), o Mestre da Galileia disse aos discípulos “vós sois a luz do mundo” (Mt 5:14), o Apóstolo Paulo exortava “resplandeça a luz do evangelho” (2 Co 4:4), e na eternidade dispensam-se as candeias e a luz do sol (Ap 22:5).
Introdução: Ao longo da vida o ser humano vai mudando na forma como lida com o seu corpo físico. Da mesma forma, acontece com o nascido de novo, no modo como lida com o seu Corpo espiritual, a Igreja. “Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:24). Pelo menos passamos todos por cinco fases, na relação com o corpo:
1. A criança não tem consciência do corpo. Dos limites, da dor. Por isso ignora-o e magoa-se com frequência. Alguns convertem-se a Cristo mas nunca chegam a passar da mais remota infância porque nunca se integraram no Corpo.
2. A criança tem consciência do corpo mas não o valoriza. Pensa que é eterno e imutável. Sabemos que está lá quando necessitarmos dele. Impacienta-se quando não cresce com rapidez.
3. O adolescente valoriza o seu corpo mas pela negativa. Complexos, convive menos bem com ele. O adolescente na fé por vezes tem vergonha do corpo, acha-o desajeitado, em transformação.
4. A pessoa, na idade adulta, usufrui do seu corpo. O pleno uso das suas faculdades pessoais (talentos, dons, ministérios) potencia-se através do corpo. Está em paz com o corpo, reconhece que é o seu corpo, o seu único corpo. E vive bem com isso, tirando partido dele.
5. A pessoa, já na fase da maturidade, preocupa-se com o seu corpo. Tem consciência das fragilidades do corpo e a noção de que nada é eterno. Presta atenção essencialmente a coisas como:
a) a alimentação (Palavra); b) o exercício físico e mental (comunhão com Deus e os irmãos, abertura aos não-crentes); c) a higiene (contrição, arrependimento); d) o descanso (prioridades bem escalonadas).
Conclusão: A nossa jornada é a caminho da maturidade cristã. Em que ponto estás na tua relação com o Corpo de Cristo?
Introdução: Este é um grande texto bíblico cristológico, porventura o mais importante desta carta. Apela ao exemplo de servo do próprio Jesus Cristo. Precisamos entender o que é um servo no reino de Deus.
Três aspectos importantes para compreender o Deus encarnado:
1. A essência (o Ser, que é imutável) (gr. hyparchon, lat. essentia). 2. A forma (permanece, é a expressão da existência) (gr. morphe, lat. forma) (6). 3. A figura (ou aspecto, muda) (gr. schema, lat. figura) (7).
O que implica a condição do servo (por sua própria vontade)? (8):
1. Humilhação (“humilhou-se a si mesmo”). 2. Obediência (“sendo obediente até à morte”). 3. Morte (morre para si, “e morte de cruz”). 4. Tal como a ovelha no rebanho, que se deixa conduzir pelo pastor e entrega a vida nas suas mãos, assim devemos fazer com o nosso Bom Pastor (Sl 23).
Qual será o resultado desta atitude?:
a) Cristo será exaltado em nós (e não nós mesmos) (9) b) O seu Nome será conhecido e reverenciado (e não o nosso) (9) c) Cristo será confessado como Senhor (e não nós) (11)
Conclusão: O servo (escravo) é aquele que se anula a si mesmo para servir o seu senhor. Sigamos o exemplo de Cristo, o qual, como alguém disse, sofreu três grandes humilhações: a Encarnação, a Crucificação, e a Igreja (investindo o seu nome e reputação em seres humanos imperfeitos). Queres ser um servo de Deus? Dispõe-te a mudar de figura (gr. schema), conforme a imagem de Cristo.
Introdução: O último e mais significativo momento de comunhão de Cristo com os Doze, imediatamente antes da sua Paixão e Morte foi a Última Ceia. Mais tarde, o apóstolo Paulo corrigiu o costume estabelecido da mesa da comunhão entre os cristãos da Acaia, que já se tinha corrompido, no espaço de vinte anos (I Co foi escrita em 55dC).
O que simboliza a Última Ceia?:
1. Libertação do pecado (Páscoa judaica) (Mt 26:17); 2. Discernimento dos tempos (18); 3. Um acto de obediência (19); 4. Revelação (21, 24a); 5. Exortação (24b); 6. Bênção (26a); 7. Partilha/Comunhão com Cristo e com os discípulos (26b); 8. Gratidão (27); 9. Ensino/Doutrina (28); 10. Esperança/vida eterna (29); 11. Louvor e Adoração (30);
A Ceia do Senhor ou Santa Ceia: acrescenta a tudo isto um importante momento pessoal de exame e purificação espiritual (I Coríntios 11:28).
Conclusão: Por tudo isto, a celebração da Ceia do Senhor não é um mero ritual da igreja. É muito mais do que isso. Examinemos o nosso coração, durante alguns momentos, e purifiquemo-nos na presença de Deus, antes de celebrar a Ceia.
MINHO E DOURO LITORAL (Rádio a Voz do Neiva 98.7 FM, às 22h); GRANDE PORTO E REGIÃO NORTE (Rádio Informédia 106.3 FM, às 22h); BEIRA ALTA (Rádio Soncentro 101.4 FM, às 22h e às 2h30); CENTRO LITORAL (Rádio Soberania 99.3 FM, às 21h30); Rádio Regional do Centro 96.2 FM, às 21h30); LISBOA NORTE E OESTE (Rádio Concelho de Mafra 105.6 FM, às 23h); GRANDE LISBOA E ALTO ALENTEJO (Rádio Lezíria 89.1 FM, às 19h15); BEIRA INTERIOR, ALTO ALENTEJO E ESPANHA (Rádio Beira Interior 92 FM, às 21h30) e ALGARVE E ALENTEJO (Rádio Fóia 97.1 FM, às 21h30). Via Rádio Transmundial
Citações da Biblia
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.