Igreja do Jubileu

Sermões

Singularidade

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(Ceia, 6/12/09)


Leitura bíblica: Salmo 22:9-10; 103:14; Isaías 44:24; 49:15.

Introdução: Há 6,5 biliões de seres humanos no mundo e as impressões digitais de cada um deles são únicas. Quando tocamos algo deixamos uma marca única… Somos, de facto, seres especiais.
Mas, apesar da nossa singularidade, caímos nalgumas contradições:

1.    Somos únicos mas queremos fazer parte do mainstream, a corrente principal: ter uma bandeira, seguir modas, pessoas, comportamentos, ideias prevalecentes;

2.    Somos únicos mas temos medo de assumir a diferença: não para nos afirmarmos, como nas crises da adolescência, mas porque optámos por ser o que somos;

3.    Somos únicos mas criticamos os que fazem escolhas diferentes: como se eles, sendo únicos, não pudessem escolher também o seu caminho;

4.    Somos únicos mas andamos a copiar modelos estranhos: como se a vida dos outros fosse mais importante que a nossa, ou a referência adequada para nós.

Parece que vivemos perseguidos por 3 síndromes ou desordens espirituais:

a)    Síndrome do deserto do Sinai: ficar agarrado ao passado no Egipto (não querer descobrir um caminho novo);

b)    Síndrome de Canaã: imitar os vizinhos (deuses cananitas); (não querer construir uma cultura nova);

c)    Síndrome da Filisteia: eleger um inimigo (bode expiatório) a quem atribuir as culpas do fracasso; (justificar os erros próprios com elementos externos: a culpa é do Outro).

Conclusão: Arrisquemos a ser únicos, genuínos, autênticos. Filhos de Deus que não necessitam de andar a desculpar-se com os outros, nem a imitar os outros, que são o que são pela graça de Deus.

 

O meu bezerro de ouro

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(Dm 22/11/09)

Leitura bíblica: Êxodo 32:1-9. 

Introdução: Na primeira oportunidade os hebreus, no deserto, criaram um ídolo à imagem e semelhança dos deuses do Egipto – um bezerro de ouro –, enquanto Moisés estava na montanha, a sós com Deus. 

O que levou o povo a criar o seu bezerro de ouro?:
1.    Falta de liderança (v1):
a)    a ausência do líder, que trás direcção e fala da parte de Deus;
b)    o receio de ter perdido o líder (1);
c)    a convicção de que poderiam liderar-se a si mesmos (“faz-nos deuses” v1);
2.    Teimosia (9), e inclinação para o mal, ou pecado (22);
3.    Presunção: a ideia de que poderiam liderar-se a si mesmos.

O que leva hoje as pessoas a criar o seu bezerro de ouro?:
1.    A falta de liderança (na Família, na Escola, no Trabalho, no País, na Igreja), falta de ouvir Deus falar e de lhe obedecer;
2.    A teimosia e o pecado;
3.    A presunção de que poderão liderar-se a si mesmos.
Alguém disse: “Incapazes de produzir valores absolutos por si, projectamos valores no primeiro bezerro que aparece na nossa frente ou caímos no relativismo, onde a força impõe a verdade de melhor designer.”

Mas a razão fundamental que levou à criação do bezerro de ouro foi a dificuldade em gerir o tempo (1a). Queremos tudo na hora: colher antes de semear, lucrar antes de investir, receber antes de dar. Quem não sabe administrar o tempo cria bezerros de ouro…

Conclusão: Qual é o teu bezerro de ouro? O meu bezerro de ouro é aquilo que eu adoro, em substituição da adoração que devo dar a Deus. É o meu Deus pessoal.
Mas se eu estou disposto a resistir ao pecado, à minha inclinação para o mal; se tenho consciência de que não posso pastorear-me a mim mesmo e se procuro liderança espiritual, então não há lugar a qualquer bezerro de ouro na minha vida.

Como estou eu a lidar com o tempo na minha vida?

Se tens dificuldade em lidar com o tempo na tua vida, pede sabedoria a Deus.

 

Caim: sete erros e uma virtiude

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(Ceia de 1/11/09)

Leitura bíblica: Génesis 4.

Introdução: Polémica livro Saramago. Tanto Caim como seu irmão Abel trouxeram ofertas ao Senhor. A de Abel foi aceite mas a de Caim rejeitada. Caim “irou-se fortemente” (5) e passou a planear e executar o assassínio do irmão. Caim foi expulso e tornou-se “fugitivo e vagabundo na terra” (14), mas Deus, na sua misericórdia, colocou um sinal em Caim para que os estranhos respeitassem a sua vida e não o matassem.

1º. erro: DESOBEDIÊNCIA: Caim sabia o que Deus requeria como oferta, mas decidiu apresentar a Deus uma oferta que Ele não queria (7);

2º. erro: INCREDULIDADE: Abel ofereceu um sacrifício de fé, ao contrário de Caim, que ofereceu apenas religião (Hb 11:4); mesmo sob a lei levítica, era a atitude do ofertante que dava valor moral ao seu sacrifício (Is 1:10-20);

3º. erro: IRA CONTRA DEUS: por muito mais do que isto Job nunca o fez, nem Abraão (sacrifício de Isaque) (5); Caim não aceitou que a oferta do irmão mais novo (subordinado) fosse aceite e a sua não;

4º. erro: CONFUSÃO COM DEUSES PAGÃOS: Iavé requeria muito mais do que uma oferta dos frutos da terra, à semelhança dos deuses pagãos da terra. Caim confundiu o Deus Único, Criador dos céus e da terra (que dá todos os frutos) com um deus qualquer inventado pelos homens;

5º. erro: IGNORAR A REDENÇÃO DO PECADO: só um sacrifício de sangue poderia representar a redenção, caso contrário o pecado ficaria “à porta” (7);

6º. erro: MATAR O SEU IRMÃO: (8); As Escrituras nos advertem a não sermos como Caim, “que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão, justas” (1 Jo. 3:12);

7º. erro: FAZER-SE DE SONSO PERANTE DEUS: “sou eu guardador de meu irmão?” (9).

Conclusão: Caim, porém, teve uma virtude. Reconheceu a sua “maldade” (13), e lamentou-se perante Deus (14). Em resposta Deus usou de misericórdia para com ele (15). Mas a linhagem santa foi restaurada em Sete (25-26).
Se achas que a tua oferta não é aceite por Deus, não sigas o caminho de Caim (Judas 11a), da corrupção. Arrepende-te e serás restaurado.

 

Escolhas

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(Dm 11/10/09)

Leitura bíblica: Josué 24:14-28.

Introdução: Depois de estabelecidos na Terra da Promessa, os hebreus foram confrontados por Josué, quanto às suas escolhas. A vida é feita de escolhas, em todos os planos. As bases de todo o pensamento ocidental foram lançadas pelos profetas do AT, que definiram o conceito de crença (fé em Deus) e de escolha (humana). O Deus revelado quer ser adorado, mas… escolhido, como Deus pessoal, de livre vontade.
Ortega y Gasset dizia que somos o conjunto do “homem e a sua circunstância”. Assim, há circunstâncias que influenciam as nossas escolhas, mas, em última análise, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos, embora muitos enjeitem e iludam essa responsabilidade.
Há diferentes tipos de escolhas na vida:

1)    Escolhas de formação: que curso quero fazer?
2)    Escolhas de carreira profissional: que percurso vou seguir?
3)    Escolhas de amizades: que amigos quero ter?
4)    Escolhas filosóficas: que tipo de pessoa quero ser?
5)    Escolhas familiares: que família quero construir?
6)    Escolhas políticas: quem quero que me represente ou que me governe? (eleições, referendos e outras intervenções cívicas)
7)    Escolhas espirituais: de quem sou? A quem sirvo?

Questões fundamentais no acto da escolha?:
a)    Temos maturidade pessoal para escolher?
b)    Somos influenciados por outros, nessa escolha?
c)    Temos consciência das possíveis consequências dessa escolha?

Escolhas de figuras bíblicas:
a)    Exemplo de uma má escolha: Loth (abandonou o lugar da bênção).
b)    Exemplo de uma boa escolha: Eliseu (permaneceu a servir o homem de Deus).

Conclusão: Que escolhas espirituais estou eu a fazer?

 

A Despensa de Deus

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(Ceia de 4/10/09)


Leitura bíblica: 1 Pedro 4:10.

Introdução: Cada crente é um “despenseiro” da graça de Deus, que deve ser achado fiel. 1 Co 4:1-2: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.” “Como o recebeu”: fidelidade na utilização do dom (dádiva). “Multiforme graça”: manifestada de diversas formas. A despensa de Deus é a Igreja.

Há três tipos de dom (dádiva) a administrar aos outros:

1)    OPORTUNIDADES: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projecto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” (Ec 9:10). Eclesiastes fala de oportunidades; Esta é uma igreja que oferece oportunidades.

2)    FERRAMENTAS: “Entregou-lhes os seus bens” (Mt 25:14-30). Mateus fala de ferramentas ou talentos. (e.g. um curso dado a um filho). Esta é uma igreja que providencia ferramentas.

3)    RECURSOS: “Dai-lhes vós de comer” (Lc 9:12-17). Lucas fala de recursos. Esta é uma igreja que fornece recursos.

Conclusão: Cada crente é um despenseiro dos dons de Deus. O que é que estás a dar aos outros?

 
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Na rádio

MINHO E DOURO LITORAL (Rádio a Voz do Neiva 98.7 FM, às 22h); GRANDE PORTO E REGIÃO NORTE (Rádio Informédia 106.3 FM, às 22h); BEIRA ALTA (Rádio Soncentro 101.4 FM, às 22h e às 2h30); CENTRO LITORAL (Rádio Soberania 99.3 FM, às 21h30); Rádio Regional do Centro 96.2 FM, às 21h30); LISBOA NORTE E OESTE (Rádio Concelho de Mafra 105.6 FM, às 23h); GRANDE LISBOA E ALTO ALENTEJO (Rádio Lezíria 89.1 FM, às 19h15); BEIRA INTERIOR, ALTO ALENTEJO E ESPANHA (Rádio Beira Interior 92 FM, às 21h30) e ALGARVE E ALENTEJO (Rádio Fóia 97.1 FM, às 21h30).
Via Rádio Transmundial

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O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.

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