(28/06/09)
Leitura bíblica: 2 Coríntios 12:9-10.
Introdução: A religião hedonista substituiu a religião da cruz. O Salvador da alma foi substituído pelo “salvador da pele”! O que importa já não é ser salvo ou agradar a Deus, mas apenas receber as bênçãos de Deus.
É o evangelho cor-de-rosa, sem sofrimento, dificuldades ou tribulação.
Vir à igreja passou a ser sinónimo de “receber” em vez de “dar”. A igreja deixou de ser um centro de adoração para ser uma farmácia.
Alguns equívocos:
1. “Minha é a prata e meu é o ouro” (Ag 2:8), refere-se à glória do templo do Senhor, e não a qualquer promessa de riqueza pessoal.
2. Cristo chamou-nos para o servir e não para nos servirmos dele: “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz, e siga-me” (Mc 8:34).
3. E no tocante ao seu reino, ele foi bastante claro e sincero ao dizer: “o meu reino não é deste mundo” (Jo 18:36).
4. Os que pregam um cristianismo hedonista dizem que nunca ninguém saiu triste da presença de Jesus, pois Ele sempre correspondeu às suas expectativas, mas ignoram o caso do jovem rico que se afastou de Jesus, triste (Mt 19:21-22).
Outros equívocos:
Por outro lado há quem pense que Jesus é um fariseu enfurecido. E nesse zelo exacerbado e cego, optam por um ascetismo hipócrita, isolam-se das pessoas e olham o mundo como inimigo, e não como objecto do amor de Deus (Jo 3:16).
Comportam-se como separatistas radicais e violentam a individualidade humana ao impor uma série de proibições absurdas, como “não toques, não proves, não manuseies” (Cl 2:20-21); esquecem que Jesus nunca se escondeu das pessoas com medo de se contaminar. Ele comia com os pecadores, participava em festas, e inaugurou o seu ministério público com o milagre de transformar 600 litros de água em vinho da melhor qualidade! (Jo 2:1).
Conclusão: Ambos os grupos desconhecem Jesus. Dizem conhecê-lo e servi-lo, mas adoram um ídolo forjado por si mesmos. Ambos pisam a graça divina, pois se o hedonista não pensa nas coisas espirituais e anela um céu na Terra, o legalista deseja até morar no céu, mas não está disposto a confiar na graça de Deus: quer pagar a renda. Simonista, ele espera comprar o dom de Deus mediante a observância de certas práticas.








