(31/5/09)
Leitura bíblica: I Reis 19:8-19.
Introdução: O profeta Elias, repetida e grandemente usado por Deus, após uma ameaça de morte da rainha maldita, Jezabel, encontra-se exausto, deprimido, refugia-se debaixo de um zimbro, e pede a Deus que o mate, pois já não aguenta mais. Depois de comer e beber caminhou 40 dias e 40 noites até ao Monte Horebe, “o monte de Deus”. Apesar do seu estado depressivo, Elias procurou a presença de Deus (8). Chegado aí escondeu-se numa caverna (9).
Mas o lugar de um profeta não é numa caverna. Na Bíblia as grutas, cavernas ou cisternas são uma representação da protecção divina. Para os antigos, refugiar-se numa gruta era natural, durante a noite ou numa tempestade.
Deus vem então ter com Elias e questiona-o (9). Elias queixa-se de solidão e perseguição, apesar da sua fidelidade (10). Deus chama-o para fora da caverna e manifesta-se-lhe de diversas formas:
Como vento forte (11); depois como terramoto (11); depois como fogo (12); e finalmente como voz mansa e delicada (12).
Com todas estas manifestações parece que Deus tentou mostrar-se a Elias como Deus de todo o poder (dominador da Natureza: ar, terra e fogo); mas também como seu o Deus pessoal (“uma voz mansa e delicada”), que o podia entender nas suas dificuldades pessoais, íntimas e emocionais.
É curioso que só quando Elias ouviu a voz de Deus ousou sair para fora da caverna (13). Veio então, de novo, a mesma pergunta e a mesma resposta (13-14).
Conclusão:
Elias conhecia o poder de Deus (Monte Carmelo), mas talvez não o amor de Deus (“uma voz mansa e delicada”). E só quando reconhece a Sua presença volta ao caminho.
Deus nunca desistiu dele, sempre se importou com ele, com o que fazia ou como se sentia.
Deus acalmou Elias dizendo que coisas no reino de Israel não eram assim tão graves: sete mil pessoas não se tinham curvado nem beijado Baal (18).
“Sai para fora, Elias!” Alguns precisam sair para fora de sepulcros (o endemoninhado de Gadara; Lázaro), outros de cavernas (Elias). Sai para fora da tua caverna e ouve a voz “mansa e delicada de Deus” a indicar-te o caminho e a garantir-te livramento.








