(Dm 18/1/09)
Texto bíblico: Lucas 5:33-39.
Introdução: Escribas (doutores e mestres da Lei) e fariseus (seita judaica político-religiosa) interpelaram os discípulos de Jesus sobre o facto de eles se sentarem à mesa com publicanos e pecadores (30), mas foi o Mestre quem lhes respondeu (31-32).
Publicanos: judeus cobradores de impostos para os romanos, normalmente corruptos, ladrões, desprezados e odiados pelos judeus, e por estes considerados traidores e quase como pagãos. Mateus tinha sido um publicano.
De imediato eles interpelaram Jesus sobre a ausência da prática do jejum por parte dos seus discípulos (33-35). E o Mestre explicou o porquê e propôs-lhe então a parábola do vinho novo, com alguns ensinamentos:
1. Odres velhos não podem conter a visitação de Deus (velha mentalidade, velhos hábitos, velhos conceitos, velha visão).
2. O vinho novo produz gás, é forte e tende a romper os odres velhos e a estragá-los, por isso só pode ser guardado em odres novos (37).
3. O vinho novo conserva os odres novos (38), mas estes devem ser regularmente lavados (renovação).
4. O vinho velho produz resíduos, o vinho novo não.
5. Quem não prova o vinho novo não quererá bebê-lo, pois acha sempre que o velho é melhor (39).
6. O vinho representa no mundo físico (alegria) o mesmo que o Espírito Santo no mundo espiritual (gozo de Deus): “Assim voltarão os resgatados do SENHOR, e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, a tristeza e o gemido fugirão” (Is 51:11).
Conclusão: Odres velhos falam de conformismo, de tristeza, de acomodação, de medo de anemia; vinho novo fala de expectativa, de alegria, de renovação, de ousadia, de saúde.
Especialmente em situações de crise não podemos esperar a renovação de Deus em odres velhos, isto é, vencer a crise com velha mentalidade, velhos hábitos, velhos conceitos, velha visão. Temos que esperar mais, pois Deus tem muito mais para dar do que nós podemos pedir ou imaginar.








