(Ceia, 4/7/10)
Leitura bíblica: Mateus 22:34-40.
Introdução: Jesus foi questionado sobre o grande mandamento, pelos fariseus, logo após o diálogo com os herodianos, sobre a legitimidade do pagamento de impostos a Roma, e da conversa com os saduceus sobre a ressurreição. Os fariseus questionaram-no então sobre qual era o grande mandamento na lei, tentando encontrá-lo em erro, contradição ou heresia.
Mas o Mestre (que já os tinha acusado de não conhecerem “nem as Escrituras nem o poder de Deus” – v 29), explicou-lhe então o que acabámos de ler.
1. Nenhum crente questiona, na teoria, o primeiro mandamento (37). Mas na prática, o que significa isto? O que é amar a Deus com inteireza de coração (sentimentos; emoções), com inteireza de alma (vontade), e com todo o pensamento (mente)? O que significa então entregar a Deus as minhas emoções? Submeter a minha vontade à Sua? Sujeitar-lhe os meus pensamentos?
2. Este mandamento contempla dois planos: o plano pessoal, individual (a minha relação com Deus), mas também o plano comunitário, relacional (a minha relação com os outros). Então eu amo a Deus fazendo a sua vontade na minha vida, mas também amo a Deus na medida em que consigo amar os outros.
3. É por isso que Jesus ensinou que o segundo mandamento (39) era “semelhante a este”.
4. Reparem que no primeiro mandamento, a medida é absoluta: inteireza, plenitude (“de todo”). Mas no segundo a medida é condicional e relativa (“como a…”). A razão é que Deus há só um, mas próximos há muitos…
5. Se me aceito, posso aceitar o outro; se gosto de mim, posso gostar do outro; se me amo a mim mesmo, posso amar o outro. O mundo está cheio de problemas relacionais porque as pessoas não conseguem amar o Outro, visto que não se amam. O discurso do miserabilismo, a canção da desgraçadinha, a raiva do espelho, estão a acabar com a possibilidade de amar a Deus na pessoa do próximo.
6. Por último, Jesus ensinou que sem isto nada mais conta (40).
Conclusão: Amar a Deus, amar o próximo e amares-te a ti mesmo, está tudo ligado. Por exemplo, uma pessoa que não gosta de si, não pode amar Deus nem os outros.








