(Dm 14/3/10)
Leitura bíblica: Filipenses 4:4-9.
Introdução: Todas os locais, instituições ou comunidades onde se juntam pessoas têm os seus “anões”, com os da história infantil da Branca de Neve. Também nas igrejas locais assim acontece. E podem surgir tanto na versão masculina como na feminina.
Vamos conhecê-los, os sete anões da “igreja Branca de Neve”, tal como são propostos por Marcos Dornel:
1. DORMINHOCO: É um tipo dos mais comuns, reproduz-se com facilidade. Basta ficar muito tempo próximo dele e logo a pessoa começa a bocejar. Frequenta reuniões, desde que não sejam muito longas e que não sejam próximas a feriados ou datas especiais (incluindo o dia do telegrafista, da árvore e do índio). Honrando o próprio nome dormitando na hora do sermão, ao fim de dez minutos.
2. ZANGADO: Por vezes ocupa uma posição relevante na igreja. Detesta novos projectos e é contrário a quaisquer inovações, inclusive quando propostas pelo pastor. Sempre de cara fechada, reclama do barulho dos jovens, dos bebés que choram durante os cultos, da conta do telefone da igreja e da indecência das moças no Verão. A parte que mais detesta nos cultos é quando o pregador diz: “sorria para o irmão que está ao seu lado”.
3. FELIZ: Bem-disposto, pode ser encontrado sempre próximo do líder. Antes de o pastor espirrar, grita “saúde” bem alto, para toda igreja ouvir como ele é solícito. A sua devoção prende-se aos cargos, e não às pessoas. Basta trocar de pastor que, na primeira semana, ele já está novamente apaixonado.
4. CONSTIPADO: Tem sempre uma desculpa para não participar nas actividades da igreja. Gripe e constipação são as mais comuns. Vive à procura de oportunidades para chamar a atenção sobre si, mesmo que seja preciso espirrar para tentar conseguir afecto. Tem problemas variados, de calos a dor de cotovelo, sendo sempre o primeiro a pedir orações.
5. MESTRE: Ao contrário do que o nome sugere, é mestre apenas na arte de criar confusões. No local de trabalho é discreto, mas na igreja extravasa toda a inclinação pela pompa dos cargos aos quais se propõe. Fica em êxtase quando vê o seu nome no boletim. Quando ora em público, aproveita para exaltar as suas inúmeras qualidades.
6. DUNGA: Tem umas orelhas enormes e uma inclinação para a fofoca. Compartilha rapidamente o segredo que ouviu, só “para pedir orações” em favor dos envolvidos, claro. É o meio de comunicação mais rápido que a igreja possui, especialmente se a notícia for “quente”. No desenho animado era meio desastrado, mas para a congregação é um desastre total.
7. CHORAMINGAS: Tem um problema sério de carência afectiva e não se julga aceite pelo grupo. Cada vez que sofre uma repreensão sai pelos corredor contando pela milésima vez o quanto é infeliz, procurando responsabilizar alguém pelas próprias faltas. Julga-se sem oportunidades e rejeitado.
Conclusão:
A igreja “sem mácula nem ruga” é esta “Branca de Neve”. Nesta estória a bruxa má não faz falta. O veneno que quase mata a igreja está no comportamento dos anões. Mas em vez de ficar à procura de ver quem são os “anões”, julgue-se a si mesmo. Felizmente estas espécies podem mudar e crescer, a caminho de um final feliz.








