(Dm 28/2/10)
Leitura bíblica: João 1:1-18 (14).
Introdução: Jesus foi cheio de “graça e de verdade”: a graça sempre foi mais importante do que a defesa da verdade. “Quando a defesa da verdade gera pessoas inclementes, ela é essencialmente má” (R. Gondim).
O que é a Graça (charis)?: é o favor de Deus, favor imerecido, mas é também a essência de um Deus amoroso que se move em nosso favor, com “entranhas de misericórdia”. Graça é a própria natureza divina.
O que é a Verdade (fidedignidade, confiabilidade, justiça)?: Jesus trouxe a verdade de Deus, a revelação do Pai, ele é “o resplendor da sua glória e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb 1:10). Cristo interpretou (“exegeomai”, revelou) o Pai (18).
A Verdade é a simplicidade de quem Deus é, em oposição à complexidade do entendimento do homem, é o absoluto divino em oposição ao relativo humano.
Verdade sem Graça: cria fariseus, religiosos frios, fanáticos, santarrões, pessoas sem misericórdia nem compaixão, hipócritas religiosos.
Não há Verdade fora de Jesus Cristo. Mas também não há um Jesus Cristo sem Graça (“cheio de graça e de verdade”).
Graça sem Verdade: gera uma espiritualidade balofa, sem identidade nem autenticidade, sem santificação. Hoje fala-se pouco de santificação.
Não há Graça fora de Jesus Cristo. Mas também não há um Jesus Cristo sem Verdade (“eu sou o caminho, a verdade e a vida”).
Conclusão: Graça e Verdade são os dois pilares do Evangelho de Cristo:
1. Cristo fez-se o “cordeiro de Deus” devido à Verdade (personificada na Lei), isto é, devido à Justiça de Deus que importava satisfazer plenamente, pois “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”).
2. Cristo ressuscitou devido à Graça divina, pois a Verdade, só por si, não gera vida eterna, se não for acompanhada da Graça.








