(10/1/10)
Leitura bíblica: Levítico 20:24.
Introdução: No domingo passado reflectimos sobre os “Limites da terra”. Ouvimos muitas vezes um discurso de conquista, como se a Igreja fosse chamada a governar o mundo. Mas não é. Se Deus quisesse que Israel governasse o mundo ter-lhe-ia dado o Egipto, a nação mais poderosa da época. Mas levou o seu povo ao deserto e deu-lhe um território limitado, cercado de inimigos e obstáculos naturais. Entendemos, então, que não temos que ganhar o mundo inteiro, mas sim aprender a viver no território que Deus nos deu, e estabelecer aí a sua Lei, enquanto proclamamos o reino de Deus a todos os povos e nações.
Mas o que significa viver no território que Deus nos deu, tendo em conta que o Antigo Israel é figura da Igreja, o Israel espiritual? Significa, entre outras coisas:
1. Vida espiritual: levantar e manter (sustentar) um centro de adoração (Templo);
2. Trabalho: semear a terra (apresentando sempre a Deus as primícias) e criar gado (apresentando sempre a Deus os sacrifícios);
3. Estabelecimento do reino de Deus na terra: isto é, a Lei de Deus (sistema de justiça, educação, justiça social, saúde);
4. Reprodução: preparar novas gerações (falhanço actual);
5. Separação do mundo e consagração a Deus: preservar a linhagem santa (não misturar com as mulheres da terra);
6. Desenvolver hábitos de excelência: Aristóteles dizia que nós “somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um acto, é um hábito”;
7. Testemunho: servir de referência (padrão) para os ímpios.
Conclusão: A vida cristã não é incaracterística, do tipo cada um faz o que lhe apetece. Cristianismo é uma relação com o Pai, através de Jesus Cristo. A vontade de Deus está expressa nas Escrituras.








