(3/1/10)
Leitura bíblica: Isaías 54:1-3.
Introdução: ouvimos muitas vezes um discurso de conquista, como se a Igreja fosse chamada a governar o mundo. Mas não é. Se Deus quisesse que Israel governasse o mundo ter-lhe-ia dado o Egipto, a nação mais poderosa da época. Mas levou o seu povo ao deserto e deu-lhe um território limitado, cercado de inimigos e obstáculos naturais. Isaías profetiza no Sul, num reino dividido e pouco antes do exílio, referindo-se aqui a Jerusalém, que haveria de voltar a receber todos os israelitas (2), e à restauração das cidades desertas dos gentios (3):
1. De facto, a Terra da Promessa não era o mundo inteiro, mas um pequeno território, limitado a Norte pelos Montes Golã, a Oeste pelo Mar Mediterrâneo, Faixa de Gaza e Fenícia (Líbano), a Sul pelo deserto do Sinai e a Este por Edom, Ammon e Moabe (Nm 34:3-12).
2. Interpretemos os limites:
a) Montes Golã: desafios da Igreja;
b) Mar Mediterrâneo: limitação (podiam ser empurrados para o mar) / oportunidade (expansão do Evangelho);
c) Faixa de Gaza/Filisteus: ameaça permanente (Golias, roubo da Arca, etc);
d) Tiro e Sídon: tentação/atracção gentílica (deuses da fertilidade, estilos de vida);
e) Deserto do Sinai: lugar de ninguém/sem vida;
f) e a Este só inimigos de Israel: guerra.
3. Não temos, portanto, que ganhar o mundo inteiro. Temos que aprender a viver no território que Deus nos deu, e estabelecer aí a sua Lei. Falaremos disto no próximo domingo.
4. Mas temos um papel no concerto das nações? Claro:
a) o de abençoar (Gn 12:2) E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção;
b) o de encher a terra com o conhecimento de Deus (“Hc 2:14) Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar;
c) o de considerar a terra “filha” de Abraão (Gn 17:4,5) Quanto a mim, eis a minha aliança contigo: serás o pai de muitas nações; E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto;
d) o de proclamar o Evangelho (Mt 28:18-20).
Conclusão: O papel da Igreja não é governar o mundo, mas passar influência ao mundo. Temos sido influência na nossa terra? Vamos ser mais ainda em 2010.








