(13/12/09)
Leitura bíblica: João 1:1-14.
Introdução: Deus humanizou-se para vir até nós. Israel havia falhado, a Lei também, os profetas também, o sistema sacerdotal ainda mais. Era imprescindível fazer algo novo. Então Deus fez-se Homem e veio habitar entre nós. Neste movimento, do céu para a terra, devemos realçar alguns aspectos deveras importantes:
1. A importância de ser Humano (“o Verbo se fez carne”). A tendência geral é o contrário: os humanos tentarem fazer-se divinos (reis e imperadores, génios, artistas). Os Gregos imaginaram deuses como nós. Mas o Deus único e verdadeiro dignificou a nossa humanidade ao fazer-se carne como nós.
Somos chamados para sermos humanos.
2. A importância da Comunhão (“e habitou entre nós”/armou a sua tenda no nosso arraial). O homem é um ser social e necessita de interagir com os outros, para ser mais humano. Mas, como ser espiritual que também é, necessita de comunhão espiritual (koinonia), sem a qual fica incompleto.
Somos chamados à comunhão com Deus e os homens.
3. A importância da Identidade (“e vimos a sua glória”). Saber quem somos. Os outros sabem quem nós somos através da nossa postura, do que vêem em nós. Rótulos, títulos e máscaras não revelam o que somos. Seremos conhecidos pelos frutos.
Somos chamados a ser filhos de Deus.
4. A importância da Revelação (“como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade”). Devemos revelar o que somos. Quem não se revela é porque tem alguma coisa a esconder. Jesus revelou-se, assim como os apóstolos e os discípulos.
Somos chamados a ser testemunhas de Cristo.
Conclusão: Jesus, nosso Exemplo em todas as coisas, assumiu a sua Humanidade, a sua Comunhão com o Pai e os Homens e a sua Identidade, tendo revelado quem era e revelado o Pai. Devemos ser seus imitadores.
O objecto final da nossa vida é que seja vista em nós a glória do Pai.








