(Ceia, 5/6/10)
Leitura bíblica: Mateus 15:21-28.
Introdução: Jesus foi para a região da Fenícia até que uma mulher gentia se lhe dirigiu, reconhecendo-o, a pedir libertação para a sua filha. Nesta altura já tinha pregado o sermão da montanha, ensinado através de parábolas, curado leprosos, paralíticos, cegos, mudos e outros doentes, multiplicado os pães e andado sobre as águas. É natural que a mulher tivesse ouvido falar dele e do seu ministério. Mas, para obter a sua graça, ela teve que superar algumas barreiras:
1. A barreira do comodismo. Os discípulos incomodaram-se (23). Resposta: adoração (25).
2. A barreira do silêncio. Jesus não lhe respondeu. Testava a fé da mulher (23). Resposta: insistência.
3. A barreira do sectarismo. Jesus repetiu o discurso dos religiosos do Judaísmo (24). Resposta: petição (25).
4. A barreira do orgulho religioso. Os judeus consideravam os gentios como cães imundos (26). Resposta: confiança (27).
Conclusão: Não há nada, nem homem algum que nos possa afastar do amor e da graça de Deus. Eu só permaneço longe se quiser. Se eu pedir, insistir, confiar e adorar, a resposta virá.
Convite: Qual é o “demónio” que te está a perturbar ou à tua família? Caminha em direcção a Jesus e não vaciles.
(Dm 18/4/10)
Leitura bíblica: Romanos 5.
Introdução: A Paz é um dos maiores anseios do seu humano desde sempre, mas desde sempre tem sido difícil de alcançar e sobretudo manter. Mas a Paz tem três dimensões diferentes:
1. Paz com os outros homens. A Palavra de Deus ensina-nos a procurar viver em paz com todos os homens. Os anjos cantaram, lá em Belém, paz na terra e boa vontade entre os homens. a) Jesus, aos discípulos: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa” (Lc 10:5); b) Paulo: “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” (2 Co 3:11); c) “E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto” (Ef 2:17); d) “A todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos: Graça e paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7); e) “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12:18); f) Tiago: “Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz” (Tg 3:18).
2. Paz consigo mesmo. Muitos vivem em paz com os outros mas não consigo próprios. Não se perdoam pelos erros do passado, não se aceitam, não se respeitam. Passam a vida a comparar-se com os outros, a diminuir-se, a anular-se, a desprezar-se. Mas veja como a Bíblia nos trata. a) Jesus aos discípulos: “Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde eu vou não podeis vós ir; eu vo-lo digo também agora” (Jo 13:33); b) Paulo aos cristãos da Galácia: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4:19); c) João Evangelista (8 vezes): “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 Jo 2:1).
3. Paz com Deus. Diz Paulo: “Sendo pois justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1). Há um conflito entre o ser humano e Deus, chamado pecado. É Cristo, nosso Salvador e Justificador que nos reconcilia com o Pai. Somos declarados justos e estabelecidos no seu reino pela fé na Pessoa, Obra e Palavra de Jesus. a) Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33); b) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14:27).
Conclusão: A Paz é a essência do reino de Deus: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17). Mas a Paz é também a essência do carácter de Deus: “E o Deus de paz seja com todos vós. Amém” (Rm 15:33). Sendo justificados pela fé, temos paz com Deus. Estás em paz?
(Ceia, Páscoa, 4/4/10)
Leitura bíblica: Lucas 24:1-12.
Introdução: Esclarecendo algumas questões à volta dos acontecimentos que antecederam a morte e ressurreição de Cristo:
1. Porquê a entrada real de Jesus em Jerusalém? Porque ia tomar solenemente posse do reino que ia fundar (Mc 11:10).
2. Porquê num jumentinho? Porque é um sinal da mansidão e do espírito pacífico, da pobreza e da humilhação do Messias, quando podia ter aspirado ao poder e à glória.
3. Porquê toda aquela exposição pública se antes fora tão discreto? Porque antes não convinha que fosse impedido de cumprir a sua missão, mas agora era importante que toda a nação tomasse conhecimento que o Cordeiro de Deus ia ser imolado.
4. Porque chora Jesus sobre a cidade? Porque Jerusalém não conhecera “o tempo da sua visitação” (Lc 19: 44c).
5. Porque secou a figueira? Porque é um símbolo do povo de Israel que só tinha folhas e não “frutos de arrependimento” (Mt 21:18-19; 7:16-20).
6. Porque expulsou os vendilhões do Templo? Porque haviam corrompido um lugar santo com tráfico e corrupção (Lc 19:45-46).
7. Porque razão Judas Iscariotes traiu Jesus? Porque deixou que o diabo semeasse no seu coração; “deu lugar ao diabo” (Jo 13:2).
8. Porque foi condenado à morte? Porque o sinédrio era corrupto e atropelou todas as normas do Direito hebraico e romano. Foram praticadas pelo menos 27 ilegalidades.
9. Porque morreu Jesus? Para que se cumprissem as Escrituras e para se tornar o “cordeiro de Deus”, a nossa Salvação (1 Pd 1:18-25).
10. Porque ressuscitou Ele? Para quebrar o poder (“império”) da morte (Hb 2:14-15) e para ser as “primícias dos que dormem” (1 Co 15:20).
Conclusão: “Se tu crês verás a glória de Deus”. Ousa crer.
(Dm 14/3/10)
Leitura bíblica: Filipenses 4:4-9.
Introdução: Todas os locais, instituições ou comunidades onde se juntam pessoas têm os seus “anões”, com os da história infantil da Branca de Neve. Também nas igrejas locais assim acontece. E podem surgir tanto na versão masculina como na feminina. Vamos conhecê-los, os sete anões da “igreja Branca de Neve”, tal como são propostos por Marcos Dornel:
1. DORMINHOCO: É um tipo dos mais comuns, reproduz-se com facilidade. Basta ficar muito tempo próximo dele e logo a pessoa começa a bocejar. Frequenta reuniões, desde que não sejam muito longas e que não sejam próximas a feriados ou datas especiais (incluindo o dia do telegrafista, da árvore e do índio). Honrando o próprio nome dormitando na hora do sermão, ao fim de dez minutos.
2. ZANGADO: Por vezes ocupa uma posição relevante na igreja. Detesta novos projectos e é contrário a quaisquer inovações, inclusive quando propostas pelo pastor. Sempre de cara fechada, reclama do barulho dos jovens, dos bebés que choram durante os cultos, da conta do telefone da igreja e da indecência das moças no Verão. A parte que mais detesta nos cultos é quando o pregador diz: “sorria para o irmão que está ao seu lado”.
3. FELIZ: Bem-disposto, pode ser encontrado sempre próximo do líder. Antes de o pastor espirrar, grita “saúde” bem alto, para toda igreja ouvir como ele é solícito. A sua devoção prende-se aos cargos, e não às pessoas. Basta trocar de pastor que, na primeira semana, ele já está novamente apaixonado.
4. CONSTIPADO: Tem sempre uma desculpa para não participar nas actividades da igreja. Gripe e constipação são as mais comuns. Vive à procura de oportunidades para chamar a atenção sobre si, mesmo que seja preciso espirrar para tentar conseguir afecto. Tem problemas variados, de calos a dor de cotovelo, sendo sempre o primeiro a pedir orações.
5. MESTRE: Ao contrário do que o nome sugere, é mestre apenas na arte de criar confusões. No local de trabalho é discreto, mas na igreja extravasa toda a inclinação pela pompa dos cargos aos quais se propõe. Fica em êxtase quando vê o seu nome no boletim. Quando ora em público, aproveita para exaltar as suas inúmeras qualidades.
6. DUNGA: Tem umas orelhas enormes e uma inclinação para a fofoca. Compartilha rapidamente o segredo que ouviu, só “para pedir orações” em favor dos envolvidos, claro. É o meio de comunicação mais rápido que a igreja possui, especialmente se a notícia for “quente”. No desenho animado era meio desastrado, mas para a congregação é um desastre total.
7. CHORAMINGAS: Tem um problema sério de carência afectiva e não se julga aceite pelo grupo. Cada vez que sofre uma repreensão sai pelos corredor contando pela milésima vez o quanto é infeliz, procurando responsabilizar alguém pelas próprias faltas. Julga-se sem oportunidades e rejeitado.
Conclusão: A igreja “sem mácula nem ruga” é esta “Branca de Neve”. Nesta estória a bruxa má não faz falta. O veneno que quase mata a igreja está no comportamento dos anões. Mas em vez de ficar à procura de ver quem são os “anões”, julgue-se a si mesmo. Felizmente estas espécies podem mudar e crescer, a caminho de um final feliz.
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