(10/5/09)
Leitura bíblica: I Reis 19:1-7.
Introdução: O grande profeta Elias, repetida e grandemente usado por Deus, após uma ameaça de morte da rainha maldita, Jezabel, encontra-se exausto, deprimido, refugia-se debaixo de um zimbro, e pede a Deus que o mate, pois já não aguenta mais. O que podemos aprender com o quadro depressivo de Elias?:
1. A exaustão, a depressão, a falta de ânimo, podem vir a qualquer altura. Mesmo depois de uma grande vitória pode vir uma grande provação (19:2).
2. Apesar de a mão do Senhor estar sobre nós, isso não nos isenta de estados de alma ou psicológicos derrotistas e negativos (18:46).
3. Quando estamos em baixo, a nossa primeira reacção é desistir, Elias sentou-se e deitou-se debaixo da primeira sombra (19:4).
4. A segunda reacção é compararmo-nos com os outros. Elias comparou-se com os pais, os antepassados, os mais velhos, e achou-se pior do que eles (4). Como se tivéssemos que ser melhores do que os outros.
5. A terceira reacção é inventar um escape. É das bagas do zimbro que se faz a genebra, licor espirituoso feito com aguardente.
6. A quarta reacção é querer morrer. Elias dormiu (5).
7. Mas Deus vela por nós, para nos levantar, dar ânimo e alimentar, preparando-nos para a jornada, pois ainda temos um caminho pela frente (5,6).
8. Mesmo em situação do maior desespero há sempre uma esperança (18).
Conclusão: Tomar consciência do nosso estado e do que nos levou a ele. Compreender que não somos de plástico, nem de ferro, nem super-heróis. Entender que não somos capazes de resolver sozinhos a nossa situação. Ter consciência de que Deus tudo sabe e tudo conhece. Acreditar que Deus tem a solução e que não desistiu de nós. Ele nunca desiste.
|
(3/5/09)
Leitura bíblica: Êxodo 2:1-10.
Introdução: Hoje é Dia da Mãe. Parabéns às mães. Vamos falar da mãe de Moisés, Joquebede: era judia, da tribo de Levi, e viveu no período do cativeiro de Israel no Egipto, para onde o seu povo viera, a convite de Faraó, na época de José. Ficara na terra de Gósen, boa para o gado, com muitas pastagens, no delta do Nilo. Depois da morte de José e também do Faraó que o elevara a governador, os israelitas multiplicaram-se e a nova dinastia que agora governava o país teve medo que se fortalecessem e viessem a tomar o poder.
O Faraó então lançou uma política para enfraquecer Israel: baseava-se em matar os bebés do sexo masculino, ao nascerem. As parteiras foram chamadas à presença de Faraó e receberam ordens para executar os meninos recém-nascidos. Mas estas mulheres temeram a Deus e não obedeceram às ordens do rei. Elas desculparam-se dizendo que as mulheres hebreias eram fortes e, que, quando iam assistir aos partos as crianças já tinham nascido. Deus abençoou as parteiras (Sifrá e Puá) pelo que fizeram ao seu povo, e elas puderam ter filhos também.
Então o Faraó pôs em prática outra medida para limitar o crescimento dos hebreus: ordenou aos pais que lançassem os filhos no Nilo, caso fossem do sexo masculino. O terror pairava sobre as famílias dos hebreus.
Joquebede já tinha 2 filhos: Miriam e Arão, mas voltou a ficar grávida, e escondeu como pôde a sua gravidez.
Durante os 3 primeiros meses de vida do menino, ela conseguiu escondê-lo. Moisés devia estar bem alimentado e dormir muito, pois o seu choro não o denunciava. Até que ela teve de tomar uma decisão, com base numa estratégia para preservar o seu filho vivo.
Esta mulher é um modelo de mãe em tempo de crise. Qual foi a sua estratégia?:
1. Recusou entregá-lo à morte, por isso fez um cestinho de junco, pôs a criança lá dentro e lançou-o nas águas: as circunstâncias adversas não lhe mataram a esperança de ver o seu filho escapar à morte. Mães, não baixem os braços!
2. Calafetou muito bem o cestinho, por dentro e por fora: evitou que as influências do mundo o levassem ao fundo. Mães, protejam os vossos filhos das influências de morte deste mundo!
3. Cobriu o cesto com uma tampa: evitou expô-lo desnecessariamente ao mundo (choro). Mães, não exponham os vossos filhos.
4. Orientou a filha para que o acompanhasse de perto: Miriam compreendeu que aquele bebé era precioso, e que Deus tinha um propósito para ele. Mães, acreditem que Deus tem um propósito para os vossos filhos!
5. Confiou em Deus: quando fazemos tudo quanto podemos resta-nos confiar em Deus. Mães, façam a vossa parte e depois confiem em Deus!
6. No fim recebeu o prémio merecido: a princesa chamou-a para ser ama-de-leite do seu próprio filho, e foi paga para isso…
Conclusão: Se Joquebede não tivesse uma estratégia, Moisés teria morrido.
(Domingo, 1/3/09)
Leitura bíblica: Lucas 8:45-46; Hebreus 11:6.
Introdução: Deus espera que nos aproximemos dele, na certeza de que responderá à nossa necessidade. As pessoas movem-se essencialmente por necessidades. Esta mulher tinha uma verdadeira necessidade.
O que nos ensina a pergunta de Jesus Cristo? Ensina que:
1. O Mestre deseja conhecer pessoalmente a cada um que o procura. Jesus não é o Salvador de multidões, mas sim de pessoas específicas e concretas, com um nome e uma história de vida. O Evangelho das multidões reflecte o espírito do século: consumista e espectacular.
2. Jesus convida-nos a assumir publicamente a nossa aproximação, a demonstrar que precisamos dele, a expormo-nos perante os outros. Porquê? Porque Jesus morreu publicamente por nós, perante Jerusalém e o mundo. Como podemos esconder a nossa fé e envergonhar-nos dele? Paulo: “Não me envergonho do evangelho de Cristo” (Rm 1:16).
3. O Senhor sabe quando o buscam, e não é insensível à nossa necessidade. Até está disposto a dar-nos mais do que nós pedimos ou pensamos (Ef. 3:20). O seu lema é abundância.
4. O poder de Deus não é manipulável ou entregue ao desbarato (46).
Conclusão: Temos um Salvador que é sensível à nossa necessidade específica; que quer relacionar-se connosco pessoal e directamente; que nos encoraja no nosso testemunho aos outros; e cujo poder é sempre útil e objectivo.
(Páscoa, 12/4/09)
Leitura bíblica: Êxodo 12:37-51; 1 Coríntios 5:7-8.
Introdução: Páscoa (passover) significa “passar por cima”. No Egipto, o anjo do Senhor passou por cima do país mais poderoso do mundo, naqueles dias, e executou a justiça de Deus sobre uma nação idólatra e rebelde. Porém, a Páscoa cristã, inspirada na festividade judaica, também contempla esta ideia de “passar por cima”:
1. Passar por cima da escravidão, em direcção à liberdade: mas também de todas as escravidões deste mundo (“Se o Filho vos libertar…”).
2. Passar por cima da rejeição, em direcção à aceitação: mas também de todas as formas de rejeição deste mundo (“Deus não faz acepção de pessoas”).
3. Passar por cima do ódio, em direcção à reconciliação: mas também de todos os ódios (“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”).
4. Passar por cima do exílio, em direcção a uma pátria própria: mas também de todos os exílios (“Todo aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”).
5. Passar por cima da morte, em direcção à vida: mas também de todas as espécies de morte (“Eu sou a ressurreição e a vida”).
Conclusão: Cristo morreu e ressuscitou para nos ajudar a passar por cima daquilo que nos limita, nos condiciona, que está para além das nossas forças. Cristo morreu e ressuscitou para nos conduzir em vitória, à vida eterna.
(5/4/09)
Texto bíblico: Is 66:13.
Introdução: A mensagem final do profeta Isaías (no último capítulo do seu livro, o nº. 66) é inovadora e quase escandalosa, pois o Deus Javé compara-se a uma mulher…
Deus é Pai: revelação de Deus adequada ao sistema patriarcal (ex: a figura do pai na parábola do filho pródigo).
Mas Deus não é só Pai, também é Mãe: uma revelação oculta devido ao paradigma cultural predominante, que gerou sempre resistências e preconceitos ao longo da História. O Deus de Israel compara-se a uma mulher e mãe (9,13). Jesus chorou sobre Jerusalém usando a imagem da galinha (fêmea) que tenta juntar os pintos sob as suas asas. Nas genealogias bíblicas são os homens que aparecem e não as mulheres (“e fulano gerou a cicrano…”), como se fossem eles que deram à luz…
Qual é a consequência de não entender Deus também como mãe? É projectar as necessidades espirituais e psicológicas humanas numa figura feminina, igualmente humana, e elevá-la às alturas (no Antigo Testamento eram as divindades pagãs, como a “rainha dos céus”; no catolicismo romano é a figura de Maria, chamada Nossa Senhora). O dogma da ascensão de Maria tem menos de 200 anos.
O que representa a figura de Maria elevada aos altares? É o modelo da mãe, da mulher, do sofrimento feminino, da intercessora junto do Filho, da poderosa (para responder às orações), e sobretudo uma figura inibida da sua sexualidade (dimensão humana e biológica com a qual o Cristianismo sempre teve dificuldade em lidar).
Conclusão: Compreendemos a necessidade humana de uma divindade que não seja traduzida apenas na sua vertente masculina, mas a chave não está na criação artificial de figuras alternativas (deusas pagãs, Nossa Senhora), mas na compreensão de Deus na sua plenitude.
Convite: Aprende a olhar para o teu Deus não apenas como Pai, mas também como Mãe, aquele que gera: (“Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei”).
|
|
|
|
|
|
|
Página 8 de 12 |