Fui criado, como a maioria dos portugueses, no seio de uma família católica, mas não praticante. A minha casa era o que se poderia chamar uma “casa cheia”, pois tenho 10 irmãos, e aprendi logo cedo a partilhar o espaço e os bens, bem como o significado da palavra trabalhar. Apesar de os dias serem bem cheios, entre uma casa cheia de gente e animação, e o trabalho, sentia um vazio que nada parecia preencher. Ao contrário de muitos dos testemunhos a que assistimos, não tive experiências com álcool, drogas, ou de outra índole, pois sempre fui um rapaz pacato, integrado num regime necessário ao meu pai, para controlar 11 filhos. Um dia, alguém me falou de Cristo e de um lugar onde Ele parecia tão real. Assim, acabei por visitar uma igreja cristã, onde vivi a experiência da presença de Deus e tomei a decisão de Lhe entregar a minha vida. A partir daí, o meu desejo era conhecer mais d ´Ele, e passava algum tempo meditando na Palavra e orando. Nesses tempos, Deus ensinava-me muitas coisas e falava coisas espantosas ao meu coração. Nasceu em mim o desejo de O servir, e comecei por fazê-lo na igreja infantil, junto dos mais pequenitos. Entretanto, fui fazendo um percurso de aprendizagem e serviço, levando-me Deus a pregar a palavra como ajudante do pastor principal de uma igreja, nas reuniões de Domingo. Vi Deus mover-se na vida de muitas pessoas, independentemente dos meus erros e até da minha inexperiência. Maravilhei-me muito com as maravilhas de Deus, o seu modo de actuar, e a forma como Ele sempre é fiel á sua Palavra e às suas promessas nas nossas vidas. O facto de Deus se mover e poder observar o modo como Ele actuava através de mim, sem que me sentisse merecedor, levou-me a desejar ainda mais ter comunhão com Ele, e aprender mais e mais. Ingressei numa Escola Bíblica, onde tive oportunidade de muito enriquecer os meus conhecimentos acerca das coisas de Deus. Mais tarde, vim também a integrar o ministério das prisões, onde muito presenciei e aprendi. Na realidade, posso dizer que Deus foi respondendo aos desejos do meu coração, e um grande desejo era poder constituir família com alguém que me completasse, e com quem pudesse contar como adjutora na obra de Deus e no dia-a-dia. Vi a resposta a este desejo quando Deus colocou a sua unção de um modo especial sobre mim e a mulher que é hoje a minha esposa. Conhecíamo-nos há algum tempo e éramos amigos, mas Deus colocou o seu selo sobre nós, levando-nos à oração, para compreendermos o que se passava. Entendemos então que Deus nos unira e que derramara nos nossos corações o amor com que brindara a nossa união. Nesse tempo de espera em Deus, lembro-me de ouvir dela uma frase bíblica que muito nos ensina: “ Aquele que crê não se apressa.” Hoje, com 35 anos, casado há 14 anos, entendo a dimensão desta frase! Temos passado por momentos extraordinários juntos, mas tal como Paulo, podemos dizer “ Sei ter abundância e sei padecer necessidade.” Aprendemos que a vida não é uma linha recta, e que por entre todas as experiências, bênçãos, vitórias e sucessos , a vida também nos trouxe algumas desilusões , que fazem parte da vida, e ajudam-nos a crescer como pessoas e até como filhos de Deus . Mas mesmo nesses momentos, sentimos a presença de Deus nas nossas vidas, e a Sua protecção. Ao fim de pouco tempo, quisemos ser pais, mas a verdade é que os meses passavam e nada acontecia. Assim, orámos a Deus e meditámos nas suas promessas, até que, Deus conduziu um dos seus ministros, a orar por nós quanto a este assunto, destruindo as maldições que foram lançadas sobre o nosso casamento. É verdade, existiam pessoas empenhadas em destruir a nossa união, não querendo que o plano de Deus para nós se cumprisse. Mas, Deus que é poderoso, trouxe até nós a grande bênção do nosso primeiro filho, e não parando aqui, hoje somos pais de três queridos e desejados rapazes, e Deus sempre esteve presente, em todos os momentos, livrando-nos e unindo-nos mais ainda. O nosso percurso não foi linear, e há quem critique o facto de termos já passado por algumas igrejas, mas acreditamos que tem sido um percurso necessário, e que só assim pudemos realizar o que realizámos, aprender o que aprendemos e dar de nós aquilo que demos. Hoje podemos afirmar que os nossos olhos deverão estar sempre postos em Deus, porque igrejas perfeitas não existem e os homens (tal como eu) erram. Aquilo em que acredito é que no local onde Deus nos colocou devemos de ser participativos, activos, ser indivíduos agentes de mudança, e não meros espectadores. A vida é demasiado curta para ser desperdiçada, e para se deixar para depois o que quer que seja. Não nos deixemos enganar com mentiras que o inimigo nos coloca na mente pois como diz uma das músicas dos “FEEDBACK” ,nunca é cedo demais para pensar em Deus, e um dia poderá ser tarde demais para o fazermos. A Bíblia indica-nos: “Em todo o tempo perseverai na obra do Senhor sabendo que o vosso trabalho não é em vão no Senhor”. Temos feito o melhor que sabemos, ainda que com erros de quem é humano, e acreditamos nas coisas que Deus nos tem falado, e que Ele é fiel para completar a obra que começou em nós. Deus vos abençoe!
Sou o Miguel Silva, e a minha vida com Cristo começou em 1990, tinha eu 16 anos.



Quando era apenas um bebé fui entregue no Seu altar para ser abençoada, na Igreja de Jubileu. Algum tempo depois fiquei doente, tinha convulsões e os médicos não sabiam o que tinha…desconfiavam de meningite, no entanto descobriram que era epilepsia. Para os meus pais foi um grande transtorno ver um bebé de apenas 3 meses doente, naquela altura não era assim tão banal como é hoje em dia nem a medicina estava tão desenvolvida como a dos tempos que correm. Fui medicada e continuei a minha vida. Hoje em dia já não sofro mais de epilepsia, já não estou medicada a quase 10 anos e já não tenho um ataque epiléptico à 14/15 anos…É curioso como Deus opera nas nossas vidas e tira de nós todas as enfermidades não é?





