“…Ele nunca desiste de nós”
1. Para muitos que não sabem, quase que “nasceste” nos bancos da igreja e cresceste na escola dominical. Quando sentiste dar o passo de aceitar Jesus na tua vida?
Comecei a ir à igreja ainda na barriga da minha mãe. À medida que crescia, aprendi que era possível ter uma amizade directa com Deus (não através da minha família). Por volta dos 14 anos, orei a Deus para que fosse Jesus a guiar a minha vida. Foi o início dessa amizade e um momento que guardo bem.. Estava na igreja, numa conferência, a ouvir “P’ra Te adorar oh Rei dos reis, foi que eu nasci….”
2. Quando e de que forma sentiste que tinhas uma chamada de Deus, para a área do louvor?
Meses depois desta decisão. Eu e dois amigos (Inês e Telmo) encontrámo-nos na igreja para orar uns pelos outros. Foi nesse momento que Deus plantou em mim um desejo grande de O servir através da música, de usar a música como ferramenta de adoração a Deus e de trazer a Sua presença às pessoas. Quando Ele nos chama, também nos capacita. Apesar dos meus medos, é isso que Ele tem feito.
3. Em tempos trabalhaste com a faixa etária correspondente aos adolescentes, na igreja. Fala-nos um pouco dessa experiência.
Deus é um Deus de gerações. Ele agiu em Abraão, Isaque e Jacob. É sempre um privilégio servir especificamente uma dessas gerações. Trabalhei com adolescentes durante dois anos (no “Clube T”), com o objectivo de fazê-los sentir-se acolhidos naquela que consideramos a “Casa de Deus” e, depois, motivá-los a terem um relacionamento com Cristo. Algumas das nossas actividades estão aqui http://clubet.wordpress.com
4. Fala-nos um pouco da tua experiência em Inglaterra, na academia de louvor, com o Chris Bowater e quais os momentos altos e os mais difíceis, dessa experiência?
Estive na Academia de Adoração do pastor Chris Bowater de 2006 a 2008. Viajava um fim-de-semana, a cada dois meses, para Inglaterra. Aprendi com pessoas (líderes de louvor, pastores,…) com quem nunca pensei estar, e tive momentos com Deus marcantes. A Academia é para quem tem desejo de ser um adorador “em espírito e em verdade” e serve na igreja. Tem a ver com “construir pessoas” – ajuda a encontrarmos o nosso lugar na Obra, trabalha o coração e alarga a visão. A Academia, como diz o Chris, trabalha “a pessoa no ministério” mais que ”o ministério da pessoa”. Plantou em mim sementes cujos frutos hei-de colher até ao fim da vida.
5. Quais são as tuas expectativas para este novo ano?
São boas, apesar de tudo o que se diz. Os noticiários falam em crise e desmotivação, mas para o crente, a história tem que ser outra. Para nós (e através de nós), deve haver esperança e bênçãos.
6. Para terminar, que mensagem queres deixar para os jovens que estiverem a ler esta entrevista?
Deus está sempre lá. Podemos não o sentir, mas ele acompanha-nos. Podemos não acreditar, mas Ele acredita em nós. Até podemos desistir dele, mas Ele nunca desiste de nós.









