Como profissão: Baterista, mas só a tempo parcial, porque é como adoradora que serve a tempo total. A Informática, vem como acréscimo. Integra a Equipa de louvor local "Jubileu Ensemble", dividindo-se entre o piano e a bateria, para além de todo o apoio no departamento de som da Igreja. Vamos então saber um pouco mais sobre a Inês.
1. Vieste para a Igreja muito nova. O que te cativou mais, ou o que despertou a tua atenção, na primeira vez que vieste à Igreja?
Comecei a ir à Igreja com 10 anos, a convite de alguém que já a frequentava à muito tempo. Recordo-me perfeitamente de ter
ficado espantada com a equipa de louvor assim que entrei pela porta. Desde muito cedo que tinha descoberto um gosto especial por música e, naquele momento, a equipa de louvor e a forma como tocavam foi sem dúvida aquilo que me prendeu toda a atenção e me fez voltar a segunda vez!
2. Ainda nova tiveste aulas de piano, como começaste a tocar bateria?
Tive aulas de piano porque sem dúvida era o meu instrumento de eleição. Durante boa parte da minha vida pensei em ser pianista profissional e nem sequer imaginava qualquer possibilidade de trocar de instrumento.
Como não tinha piano em casa, ia para a igreja praticar várias horas por dia, sempre que era possível.
Com o passar do tempo comecei a desenvolver o lado mais criativo e utilizava um teclado para fazer músicas e gravava todos os instrumentos a partir das teclas.
Um dia por mera curiosidade, estava a fazer um ritmo de bateria no teclado (para acrescentar a uma música que estava a escrever na altura) e tive vontade de experimentar tocar aquilo numa bateria a sério. Peguei nas baquetas que estavam mesmo ali à mão, sentei-me e toquei. É difícil explicar como o ritmo saiu com tanta naturalidade como se já tivesse tocado antes.
A partir daí comecei a dividir o tempo de estudo entre o piano e a bateria e comecei a ter cada vez mais vontade de tocar coisas diferentes e explorar esse instrumento que estava a tornar-se cada vez mais importante para mim.
3. Já tocaste em algumas bandas. Como é tocar fora da Igreja?
Sim, graças a Deus surgiram as oportunidades para começar a tocar profissionalmente e de realmente começar a cimentar
um percurso sério como baterista. Tocar fora da Igreja é diferente, é um trabalho, acima de tudo. Quando tocamos na Igreja tocamos para Adorar a Deus, para lhe oferecermos aquele momento, aquele som, e tocamos para louvar em conjunto com a congregação. Fora da Igreja a nossa postura e o nosso testemunho são as formas que temos para manter esse mesmo Louvor e Adoração. Deixa de ser através daquilo que estamos a tocar, mas tem que se manter através daquilo que somos e mostramos ser a todos os que nos rodeiam.
Tocar no meio secular é um desafio diário para o músico cristão. É aí que temos que crescer na nossa fé e que temos de nos manter firmes para seguirmos de mãos dadas com Deus, tem que ser Ele a dirigir os nossos passos. É aí também, que temos a oportunidade de mostrar a nossa diferença, falando de Deus, das nossas origens enquanto cristãos e sermos o Sal no lugar onde estamos.
4. Tens algum projecto ou sonho que gostarias de ver realizado?
Tenho muitos projectos e sonhos, claro. O maior de todos é fazer aquilo que Deus sonhou para mim, é assim, dessa forma, que lhe entrego o dom que ele colocou em mim. Em cada passo que dou quero ter a certeza que isso está nos planos de Deus, por isso o maior sonho é realizar a vontade d’Ele!
5. Que mensagem deixarias a jovens, que estejam a iniciar um processo de aprendizagem e discipulado, na área da música?
Aquilo que posso dizer é a minha própria experiência. Tentem aperfeiçoar, sempre que possível, os dons e talentos que Deus vos dá e usem isso primeiramente para Ele. Não há nada melhor que servir na igreja! Sejam comprometidos e responsáveis com aquilo que Deus trouxer às vossas mãos para fazer; sejam dedicados e aproveitem as oportunidades. Tocar na igreja é uma bênção!









